Lentamente o ar se torna cada vez mais gélido
É possível sentir sua densidade
E a intensidade da noite
Pois o solstício de inverno se aproxima
E com ele o ápice da escuridão
O inverno mesmo em todo seu silêncio
Sussurra em brisa cortante
Que a batalha entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho
Chega a seu fim, por ora
E mesmo na noite mais escura do ano
O Rei do Carvalho promete o calor, festas, celebrações
Desta vez, ele sai coroado
O Rei do Azevinho se recolhe em silêncio e observa os dias aumentarem
Mas com a promessa de trazer a escuridão e o inverno uma vez mais
Para que a dança das estações recomece de novo e de novo
E que cada dançar seja um renascimento
Renovando nossos corações
E nos conectando à magia do mundo
Poema autoral